sentido

Aquele momento em que todas as outras perdem sentido… não que não sejam interessantes ou desejáveis, mas apenas perdem o sentido, perdem a razão do esforço, do gasto de energia, do tempo gasto… aquele momento quando a gente abre mão do medo e da dúvida… sabe que mesmo que fosse um desastre anunciado, não adiantaria nada… é aquele momento…

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intuição

Esse é daqueles dias que a gente tira para refletir. Algumas coisas simplesmente fazem parte da nossa experiência e não há como replicá-la com outras pessoas, é única e intransferível.

Hoje acordei cedo para preparar minhas coisas para viajar para o Rio de Janeiro, trocando em miúdos, recolher o lixo, lavar a louça, passar um escovão na privada e arrumar a mala. Nada fora daquilo que alguém vive sozinho já não esteja acostumado.

Ao levantar não me deu vontade de fazer nada que estava programado, principalmente não tive vontade de viajar e, repare bem, viajar para o Rio de Janeiro, que para mim, é o melhor lugar do mundo!!

Deixei isso de lado e fui organizar as coisas. Ao sair do apartamento indo buscar o carro no estacionamento, aquela vontade de não viajar ganhava corpo, mas como precisa vir para o Rio, não que houvesse um imperativo, mas apenas porque já estava tudo pronto, não dei a devida atenção e segui.

Ao chegar na casa de minha mãe, na hora de me despedir dela, pois meu funcionário me deixaria no aeroporto, me bateu aquela tristeza como se não a fosse mais ver, pensei na hora, se de repente já estaria se aproximando a hora do passamento dela. Obviamente ninguém quer perder sua mãe, mas chega uma hora que o esforço que faz para permanecer entre nós é tão grande, que a gente se resigna a aceitar a não pedir para que ela fique, mas para que a gente tenha força para suportar o baque.

Já no aeroporto, aquela sensação de despedida, algo muito estranho. Volte e meia vinha na cabeça para deixar informado onde estava a chave do apartamento para que pudessem entrar… enfim… um série de coisas incomuns… O pior mesmo foi descendo pela rampa de acesso à aeronave, uma vontade absurda de não embarcar, eu buscava na mente alguma justificativa para que eu pudesse dizer porque não queria mais ir.

No fim das contas, uma pane na aviônica da aeronave, fez com que tivéssemos que trocar de avião. O que me chamou a atenção foi o ar tenso tanto da tripulação quanto dos mecânicos, mas imagino que faça parte, eu também não ficaria relaxado como se estivesse num churrasco. Depois já na aproximação  do Rio de Janeiro, o comandante pediu desculpas aos passageiros, entretanto sua voz estava tão pesarosa, que sinceramente me pus a pensar… se essa merda tivesse dado em voo, a gente tava fodido!! acredito que ele deve ter pensado isso, afinal o avião sobe e obrigatoriamente vai descer, a questão é como ira fazer isso!!

Sei que das minhas sensações e reflexões do dia de hoje, tiro apenas uma coisa, foda-se!! quando alguém vir tirar a sua paz ou o seu tempo sobre a face da Terra, diga um foda-se bem dito!! e vá viver!! ninguém sabe mesmo quando a porra da sineta irá tocar e iremos embora…

Nelson Jobim escreve contundente artigo em defesa de Lula

Luíz Müller Blog

JobimNelson Jobim: quando Lula será preso?

Jurista, ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal

Na Zero Hora

É pergunta recorrente.
Ouvi em palestras, festas, bares, encontros casuais, etc.
Alguns complementam: “Foste Ministro de Lula e da Dilma, tens que saber…”
Não perguntam qual conduta de Lula seria delituosa.
Nem mesmo perguntam sobre ser, ou não, culpado.
Eles têm como certo a ocorrência do delito, sem descreve-lo.
Pergunto do que se está falando.
A resposta é genérica: é a Lava-Jato.
Pergunto sobre quais são os fatos e os processos judiciais.
Quais as acusações?
Nada sobre fatos, acusações e processos.
Alguns referem-se, por alto, ao Sítio de … (não sabem onde se localiza), ao apartamento do Guarujá, às afirmações do ex-Senador Delcidio Amaral, à Petrobrás, ao PT…
Sobre o ex-Senador dizem que ele teria dito algo que não lembram.
E completam: “está na cara que tem que ser preso”.
Dos fatos não descritos…

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Até um dia, Facebook.

Minha Vida é um Blog Aberto

coragem1

Há tempos escrevo sobre tudo o que me toca da forma mais sincera possível. Não tenho vergonha de falar de minhas fraquezas, de meus medos, de meus devaneios sejam eles de que natureza forem e muito menos penso duas vezes antes de pedir desculpas por algo que tenha feito. Não raro, sou criticada e gosto quando isso acontece porque me vejo refletindo sobre meus valores. Crescemos sempre no embate, no diálogo, na divergência.

Muitas pessoas não se expõem por aqui para não ter que discutir. Não sou dessas como podem ver. Falo sobre política, educação, maternidade, sociedade, separação, escrevo sobre como é morar no subúrbio carioca, escancaro a minha dor sem freios. Sempre fui assim desde que me entendo por gente.

Como já disseram, sou uma “subcelebridade” na internet. Para quem não sabe, esse boomno meu perfil ocorreu no ano passado por postagens de cunho bem diferentes terem viralizado:…

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fim dos tempos

Assistindo ao que está acontecendo no mundo, no que diz respeito ao confronto entre as potências, obrigatoriamente sou levado a me lembrar da minha infância e adolescência. Nessa época, nas festas de fim de ano, mais especificamente na noite da véspera de ano novo, tenho a lembrança de orarmos em casa pelo ano que se iniciava e, por não termos sofrido com o inverno nuclear onde restariam apenas as baratas.

Sendo um legítimo SRD safra 74, peguei apenas o final desse período da história. Passei por inúmeros “fins de mundo” sobrevivendo à todos eles. Lembro da queda do muro de Berlim, lembro das lágrimas de muita gente vendo pela TV aqueles doidos se abraçando em cima do muro. Quiça o mundo agora respirava mais tranquilamente.

Ainda tenho na memória a sensação de saber que mais um ano tínhamos sobrevividos. Trago as marcas de uma geração que sabia o que era uma bomba de nêutrons, que ouvia rádio de ondas curtas como se estivesse praticando um ato ilícito (herança dos anos de chumbo) ouvir a radio de Moscou transmitindo em espanhol era algo altamente subversivo.

Enfim, entra frases meio desconexas carecendo de melhores conectores, no mesmo compasso em que volto a ouvir redemocratização, assisto aflito o mundo voltar a arder. Não há palavras que possam traduzir a tristeza que aos poucos vai tomando conta e as memórias que vão ganhando contornos reais de um tempo que deveria servir de alerta, porém, permanecer no passado.

Fim dos Tempos