Guimarães Rosa: diplomata

Arauto Diplomático

“… um diplomata é um sonhador e por isso pude exercer bem essa profissão (…) … eu jamais poderia ser político com toda essa constante charlatanice da realidade. O curioso no caso é que os políticos estão sempre falando de lógica, razão, realidade e outras coisas no gênero e ao mesmo tempo vão praticando os atos mais irracionais que se possam imaginar. Talvez eu seja um político mas desses que só jogam xadrez, quando podem fazê-lo a favor do homem. Ao contrário dos ‘legítimos’ políticos, acredito no homem e lhe desejo um futuro. Sou escritor e penso em eternidades. O político pensa apenas em minutos.Eu penso na ressurreição do homem”.

“… considero o idioma como uma metáfora da sinceridade”.
(Coutinho, 1983: 77/78).

In: ARAÚJO, Heloísa Vilhena de.
Guimarães Rosa: diplomata/Heloísa Vilhena de Araújo.- Brasília: Fundação Alexandre de Gusmão, 2007. D
isponível no site da Fundação Alexandre…

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calma

Depois de algum tempo, experimentei uma calma que há meses não sentia… Não significa que já esteja tudo certo, apenas que descobri que há sim um bem querer perdido no meio de uma selva de medos sem saber como sair… 

Desgraçadamente a lei de afinidade é uma realidade! Em certo momento da minha vida me isolei, criei um muro ao meu redor, tranquei o portão e joguei a chave fora ficando sem saber como sair… Quem foi que a vida me trouxe? Alguém passando num momento muito parecido… Quiçá eu consiga encontrar a chave que abre o portão e consiga tirá-la de dentro…

Sei enquanto religioso que nada acontece sem que a gente tenha alguma necessidade relacionada com o problema… Talvez todos esses anos de exilio do amor tenham sido uma ótima escola, das lágrimas roladas todos esses anos no canteiro da vida, agora floresce algo que desconheço, algo talvez como a reciprocidade… Entretanto ainda é cedo para dizer, porém, parece ser… ou como sempre, a esperança que de fato seja…

necessário

Eu não queria esquecê-la, mas era necessário… Precisava lembrar de mim, dos meus projetos e sonhos… Mas por mais desgraçadamente que fosse, ela estava inserida neles… Esses são aqueles erros anunciados que a gente reza para que tenha um final diferente… Porém precisava esquecê-la ou ao menos, diminuir aquilo que já estava entranhado de tal forma que parecia ser arrancar um pedaço da própria carne ao deixá-la… Enfim… Era preciso esquecê-la, porque era necessário seguir adiante…

sentido

Aquele momento em que todas as outras perdem sentido… não que não sejam interessantes ou desejáveis, mas apenas perdem o sentido, perdem a razão do esforço, do gasto de energia, do tempo gasto… aquele momento quando a gente abre mão do medo e da dúvida… sabe que mesmo que fosse um desastre anunciado, não adiantaria nada… é aquele momento…

intuição

Esse é daqueles dias que a gente tira para refletir. Algumas coisas simplesmente fazem parte da nossa experiência e não há como replicá-la com outras pessoas, é única e intransferível.

Hoje acordei cedo para preparar minhas coisas para viajar para o Rio de Janeiro, trocando em miúdos, recolher o lixo, lavar a louça, passar um escovão na privada e arrumar a mala. Nada fora daquilo que alguém vive sozinho já não esteja acostumado.

Ao levantar não me deu vontade de fazer nada que estava programado, principalmente não tive vontade de viajar e, repare bem, viajar para o Rio de Janeiro, que para mim, é o melhor lugar do mundo!!

Deixei isso de lado e fui organizar as coisas. Ao sair do apartamento indo buscar o carro no estacionamento, aquela vontade de não viajar ganhava corpo, mas como precisa vir para o Rio, não que houvesse um imperativo, mas apenas porque já estava tudo pronto, não dei a devida atenção e segui.

Ao chegar na casa de minha mãe, na hora de me despedir dela, pois meu funcionário me deixaria no aeroporto, me bateu aquela tristeza como se não a fosse mais ver, pensei na hora, se de repente já estaria se aproximando a hora do passamento dela. Obviamente ninguém quer perder sua mãe, mas chega uma hora que o esforço que faz para permanecer entre nós é tão grande, que a gente se resigna a aceitar a não pedir para que ela fique, mas para que a gente tenha força para suportar o baque.

Já no aeroporto, aquela sensação de despedida, algo muito estranho. Volte e meia vinha na cabeça para deixar informado onde estava a chave do apartamento para que pudessem entrar… enfim… um série de coisas incomuns… O pior mesmo foi descendo pela rampa de acesso à aeronave, uma vontade absurda de não embarcar, eu buscava na mente alguma justificativa para que eu pudesse dizer porque não queria mais ir.

No fim das contas, uma pane na aviônica da aeronave, fez com que tivéssemos que trocar de avião. O que me chamou a atenção foi o ar tenso tanto da tripulação quanto dos mecânicos, mas imagino que faça parte, eu também não ficaria relaxado como se estivesse num churrasco. Depois já na aproximação  do Rio de Janeiro, o comandante pediu desculpas aos passageiros, entretanto sua voz estava tão pesarosa, que sinceramente me pus a pensar… se essa merda tivesse dado em voo, a gente tava fodido!! acredito que ele deve ter pensado isso, afinal o avião sobe e obrigatoriamente vai descer, a questão é como ira fazer isso!!

Sei que das minhas sensações e reflexões do dia de hoje, tiro apenas uma coisa, foda-se!! quando alguém vir tirar a sua paz ou o seu tempo sobre a face da Terra, diga um foda-se bem dito!! e vá viver!! ninguém sabe mesmo quando a porra da sineta irá tocar e iremos embora…