fim de ano

Penso que poderia se definir este ano como um ano bosta. Tantas decepções, nunca imaginei que tivesse tanto filho da puta por m² como pude presenciar nesses últimos doze meses. Diria que de todos os problemas encontrados, financeiros, brigas, desentendimentos, o pior foi aquela expectativa não atendida.

Sei que é a pior coisa que alguém pode fazer, mas, como dizer para o coração que não sinta? Dizem que amar é cuidar e eu cuidei como eu pude, da forma que consegui, com tudo que tinha de melhor dentro de mim. Fazia tempo que não acalentava novamente família, pensar que talvez aquilo que eu buscava longe, estivesse tão perto. Contudo, embora perto, estivesse tão longe.

Como é ruim sangrar por dentro, sentir o peito rasgar, querer chorar e o pranto não rolar. Parece que se vai explodir. Entre tantas distâncias, tantas barreiras e tantos medos, essa não tinha a distância física. Perdi um cisco, mas amei do jeito que eu pude e só não fiz mais porque não consegui, teria dado o mundo se fosse possível, mas decorei meus pensamentos com o seu sorriso, preparei um espaço dentro do peito e deixei o lado da cama arrumado para ela. Na vida que imaginei, enchi o futuro com as suas risadas, mas no fim, nessa jaula que se vive, tinha muito filho da puta no meio do caminho. A minha verdade se tornou uma mentira e a mentira alheia se tornou uma verdade.

Que ano bosta.