quisera um dia

eu não chamaria isso de poema, afinal, falta muito para isso, porém como tudo precisa de prática, posto… me dê uma emoção, seja ela boa ou ruim, mas que seja verdadeira e intensa, nem que por um segundo…

eu a quis, foi sonhado, desejado e esperado… mas não aconteceu… e fica aquela coisa assim meio esquisita… e se não pode parar nas cordas do violão, as palavras estão aí…

“rola lágrima solta…
tinhosa como o cão…
intensa, silenciosa…
que as cordas do violão
não traduzem…
não exprimem…
fica um silêncio engasgado..
como um tampão
em cima do coração
sufocando um gritar…
olho dentro
sem saber o que encontrar
e dá vontade de rasurar
de rasgar…
volto ao violão,
os acordes menores,
que lindo soam…
parece que ecoam
num vazio fervilhante,
feito um braseiro aceso
onde deito minhas
vontades e desejos…
teu cheiro doce,
preenche agora minha
memória…
quisera um dia,
que preenchesse
meus abraços…”

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